A Parábola do Semeador: O Chamado a Ser Terra Boa

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Sousa,03/02/2026

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A Parábola do Semeador: O Chamado a Ser Terra Boa

Reflexão do Evangelho de hoje (Mt 13,1-9): Como preparar o coração para acolher a Palavra de Deus e dar frutos abundantes.


A Parábola do Semeador: O Chamado a Ser Terra Boa



Homilia do Evangelho de hoje — 23 de Julho de 2025

Evangelho: Mt 13,1-9 — O Semeador

Esdras Trajano Leal.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.


— Glória a vós, Senhor.


1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: "O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos, ouça!"


— Palavra da Salvação.


— Glória a vós, Senhor.



Meus irmãos e minhas irmãs,


Hoje, o Evangelho nos coloca diante de uma parábola que é, ao mesmo tempo, tão simples e tão exigente: a do semeador. Jesus fala ao povo usando imagens do campo, porque Ele sabia que, assim como na lavoura, o Reino de Deus precisa de cultivo, cuidado, paciência e confiança.


Reparemos bem: Jesus não diz que o semeador lança sementes selecionadas para solos bons. Não! O semeador é generoso. Ele semeia em todo lugar — à beira do caminho, entre pedras, no meio dos espinhos, na terra boa. Assim é Deus: Ele não economiza sementes, Ele semeia Sua Palavra em todos os corações, mesmo naqueles que, aos olhos humanos, parecem endurecidos, inférteis ou perdidos.


Essa generosidade de Deus revela um grande mistério: o Senhor não faz acepção de pessoas. Ele confia que em todo coração humano há uma possibilidade de conversão, de mudança, de milagre. A semente é sempre boa, pura, santa — o problema não é Deus, não é Sua Palavra, é o que fazemos com ela.


1. O caminho:


A beira do caminho é o lugar do descuido, da distração. É o coração que ouve a Palavra, mas não a guarda. Quantas vezes ouvimos o Evangelho, mas logo o esquecemos? Quantas homilias já escutamos? Quantas leituras já fizemos? Quantas promessas? Mas, se não guardamos, se não meditamos, a Palavra não cria raízes. O inimigo, simbolizado pelos pássaros, vem e leva embora o que não protegemos.


2. O solo pedregoso:


Este solo fala de quem tem o coração superficial. A Palavra toca, emociona, mas não se aprofunda. Na primeira dificuldade, na primeira contrariedade, murcha. É o cristão entusiasmado, mas inconstante. Vejam: o sol, na parábola, não é algo ruim — ele é necessário para crescer. Mas quem não tem raiz não suporta o calor. Assim, a provação, que deveria fortalecer, destrói quem não criou raiz na oração, na confissão, na Eucaristia.


3. O solo com espinhos:


Aqui vemos o coração sufocado por preocupações, ambições, vaidades. Quantos de nós queremos acolher a Palavra, mas não queremos abrir mão dos espinhos que cultivamos: egoísmo, fofoca, ganância, rancor. Esses espinhos crescem rápido. Às vezes, a semente da Palavra até brota, mas fica sufocada por prioridades mundanas.


4. A terra boa:


Por fim, a terra boa. É interessante notar que, na vida real, a terra boa não nasce pronta. O agricultor precisa arar, tirar pedras, arrancar espinhos, adubar. Assim é o coração humano: para ser fértil, precisa de esforço, vigilância, confissão, perdão, conversão. Não existe terra boa sem trabalho espiritual.


Aqui está o centro desta parábola: Não basta ouvir a Palavra — é preciso acolhê-la, guardá-la, cultivá-la e protegê-la. Quem faz isso dá fruto. E Jesus não fala de uma colheita pequena — Ele fala de 30, 60, 100 por 1. Isto é, a Palavra que cai em boa terra multiplica-se de forma extraordinária. Um coração aberto a Deus transforma famílias, comunidades, gerações.


Queridos irmãos, o que nos impede de dar frutos hoje? Preguiça espiritual? Desculpas? Orgulho? Falta de perdão? Falta de silêncio interior?


O Evangelho é o Alimento da Alma e o Pão da Vida porque nos nutre de esperança, nos fortalece para resistir ao sol escaldante das provações e nos faz vencer os espinhos do mundo. Mas ele só faz isso se for acolhido com fé viva e amor operante.


Neste dia, peçamos a graça de ter um coração lavrado pela oração, irrigado pela Eucaristia, fertilizado pela caridade. Que a Palavra caia em nós e dê fruto abundante — não só para nós, mas para o mundo que tem fome de Deus.


E que Maria, a Mãe da Palavra, nos ajude a dizer: “Faça-se em mim segundo a tua Palavra”. Assim seremos boa terra para o Reino.


Amém.


Que a Luz de Jesus Cristo brilhe cada vez mais em seus corações, assim como brilha no meu.

Amor, Paz e Bem Sempre!


Esdras Trajano Leal.

Sousa, 23/07/2025.






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