Editorial de Esdras Trajano Leal - Brasil em Alerta: Resistência Econômica Diante do Tarifaço de Trump
Plano de contingência é a resposta urgente de Lula para proteger empresas e empregos, enquanto EUA ignoram o diálogo e intensificam a pressão comercial.

A semana que se inicia é decisiva para o futuro econômico do Brasil diante do novo ataque tarifário vindo da gestão Trump. Com a iminente entrada em vigor das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros nesta sexta-feira, o governo Lula corre contra o tempo para concluir e validar um plano de contingência que busca mitigar os impactos econômicos da medida hostil e unilateral dos Estados Unidos.
Sem sucesso nas tentativas diplomáticas e sem diálogo direto entre os chefes de Estado, resta ao Brasil agir com firmeza e planejamento. O plano de resposta, já em sua fase final, prevê ações concretas como crédito subsidiado, compras públicas para absorver estoques e até um fundo emergencial temporário. Mais que um pacote técnico, trata-se de uma operação de resgate para proteger mais de 10 mil empresas brasileiras – principalmente as pequenas – que serão atingidas pelo tarifaço.
As declarações do ministro Fernando Haddad, responsabilizando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro por boicotes e sabotagens à política externa nacional, revelam que a crise comercial é agravada por disputas políticas internas. Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin tenta manter pontes abertas com o setor empresarial, preparando respostas semanais sobre os impactos e as soluções.
Do ponto de vista diplomático, o Brasil já se move nos bastidores da Organização Mundial do Comércio (OMC), denunciando o caráter abusivo e violador das tarifas. No entanto, é evidente que o jogo político de Trump mira mais que a balança comercial — mira a geopolítica e as alianças estratégicas do Brasil com Europa, China e blocos emergentes.
O governo Lula, por sua vez, tem adotado o tom de prudência e resistência. Reciprocidade, sim — mas no tempo certo. O Brasil não se curva à chantagem econômica e, se for necessário, responderá com firmeza e legalidade.
O momento exige união nacional, responsabilidade e foco no que importa: proteger a soberania econômica, defender o emprego dos brasileiros e mostrar ao mundo que o Brasil sabe se posicionar, mesmo diante da pressão do império.
Neste embate comercial travestido de guerra fria política, a pergunta que fica é: os Estados Unidos querem negociar ou subjugar?
O Brasil, pelo visto, já escolheu: resistir.
Esdras Trajano Leal
Edy Fé – A Notícia como Ela É
Sousa,28/07/2025.







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